Renegociação de dívidas do Fies começa em março

Iniciativa será de responsabilidade do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal
Página do Fies - Júlio Gomes/leiaJáImagens/Arquivo

A renegociação de dívidas do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) iniciará no dia 7 de março. A informação foi divulgada, nesta quinta-feira (10), durante cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília.

Na ocasião, foi anunciado que os responsáveis pela negociação serão o Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal por meio de um aplicativo próprio. Estiveram presentes no evento o presidente, Jair Bolsonaro, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, o presidente da Caixa Econômica, Pedro Guimarães, o presidente do Banco do Brasil, Fausto de Andrade Ribeiro, entre outros nomes.

"Esse é mais um ponto fundamental do governo Bolsonaro. Porque, da maneira que foi estruturado, posso afirmar que mal estruturado. Mais um programa mal estruturado, porque nós temos muitas pessoas que, efetivamente, não tinham condições de pagar. A Caixa Econômica Federal é o gestor, desde janeiro de 2018. São 2.7 milhões de pessoas", criticou o presidente da Caixa.

De acordo com Pedro Guimarães, a instituição financeira atenderá cerca de 800 mil estudantes de forma, exclusivamente, digital. Ou seja, sem a necessidade de comparecer a uma agência. Ainda segundo ele, os estudantes que desejam renegociar a dívida com o programa já podem realizar a simulação por meio do SIFESWeb.

Pontuando como vai funcionar a dinâmica para a negociação no Banco do Brasil, Fauto de Andrade Ribeiro, presidente da organização, explica que o benefício será, exclusivamente, através de um aplicativo da instituição financeira. "A partir de 19 de fevereiro, aqueles que têm direito a renegociação, receberão uma oferta ativa na tela de entrada do app no seu celular", disse. No Banco do Brasil, os estudantes devedores do Fies poderão simular os valores à vista ou a prazo, como também, com a inclusão de entrada e prestações. 

Medida Provisória 1.090/2021

A edição da Medida Provisória prevê a redução de inadiplência. A partir de novas regras para a renegociação das dívidas, estudantes com contratos até 2017 podem parcelar valores, em até 12 anos, e os abatimentos são de 86,5% e 92%, caso o participante seja inscrito no Cadastro único para Programa Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

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